A Importância da Informação. O Futuro Agora!

Rosangela Andrade - 23/04/2019

Uma das estratégias para trazer à tona a questão primordial da saúde, é fazer as pessoas pensar sobre o assunto usando informações interessantes para elas. 

É verdade que, além da habilidade de absorver novas informações, a capacidade de armazenar conhecimento aumentou muito. A memória coletiva da humanidade assumiu proporções enormes por meio da tecnologia. Enormes quantidades de informações podem ser obtidas por meio de apenas um clique num computador conectado à internet. Dessas e de muitas outras maneiras, a informação é transmitida de forma muito mais rápida do que se pode absorver. 

Quando tratamos de assuntos relacionados tanto às diversas epidemias existentes como as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), a informação de qualidade é determinante para a escolha de prioridades, otimização de recursos e identificação de grupos populacionais alvo. Ao utilizarmos de informações verdadeiras vamos ajudar as pessoas a chegar à conclusão correta.

A realidade é que muitos dos trabalhadores, mesmo que estejam em um ambiente de trabalho salubre, estão expostos às doenças transmissíveis por residirem em áreas de risco, ou seja, localidades impróprias onde é identificado a presença de vírus. Este é um fato preocupante, pois, no dia a dia, as pessoas convivem com os riscos de doenças transmitidas por vetores como a febre amarela, a dengue, a chicungunha e zika, por exemplo.

O papel das organizações em disseminar o conhecimento e a informação sobre o controle e a prevenção de doenças, sem dúvida, pode garantir tanto a saúde como a produtividade do negócio. Nesta tomada de decisão se requer dos gestores conhecer a população de empregados, sua vida e inserção social, além de aspectos da cultura de saúde. Partindo deste mapeamento as corporações são capazes de ser vetoras da boa informação, disseminando assim o conhecimento para às famílias e também para a comunidade. 

Sabemos que o progresso que resultou na vantagem para a saúde de viver nas cidades não atingiu todos os moradores de países em desenvolvimento. Ainda hoje, populações urbanas de baixa renda, particularmente residentes de comunidades, ainda convivem com a falta de saneamento básico e condições seguras de moradia. Frequentemente essas populações sofrem com enchentes, falta de água, surtos de doenças infecciosas, entre outros riscos para a saúde, cujas formas preventivas são amplamente evitáveis e conhecidas.

Ademais, o mundo corporativo tem a disposição múltiplas informações e pesquisas que podem auxiliar neste trabalho, como o Vigitel e o Plano  de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), ambos do Ministério da Saúde, além de dados internos da própria empresa relacionados ao controle da saúde ocupacional dos trabalhadores, dos atendimentos em emergência no trabalho que são direcionados tanto para os planos assistenciais como para o SUS, dos riscos ocupacionais decorrentes dos processos de trabalhos, entre outros. 

Além disso, sabemos da prevalência de hipertensão arterial, diabetes, mellitus, infartos, cânceres e seus impactos sobre a taxa de mortalidade. Então, onde atuar? Na correção dos agravos identificados ou nos fatores de proteção da saúde (atividade física e alimentação saudável)?

Na 18º Edição do Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida, a mesa discutirá o tema, sob os seguintes aspectos: “O uso efetivo da informação como estratégia para o controle das DCNT e doenças infecciosas (big data, blockchain)” e “A importância do georeferenciamento e o efetivo controle epidemiológico de suas informações de saúde e doença na organização”.

O Congresso acontece de 23 a 25 de junho, no Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa (Rua Professor Daher Cutait, 69 – Bela Vista - São Paulo/SP).