Saiba como ter Sustentabilidade nos Programas de Saúde Corporativos


Muitas empresas saltaram a bordo do movimento de bem-estar nos últimos anos, reconhecendo que tais programas podem desempenhar um papel influente em auxiliar os funcionários na redução dos maus hábitos, que podem levar a condições de saúde crônicas, impactando assim em altos custos para companhia.

Simplesmente oferecer um programa de bem-estar não é garantia de que a qualidade de vida dos funcionários irá melhorar, mesmo que a intenção da empresa seja verdadeira.

Os trabalhadores precisam estar cientes de que o programa existe e ser persuadidos a utilizá-lo, é aí que as coisas ficam difíceis. Embora mais de 85% das grandes empresas nos EUA ofereçam um programa de bem-estar, a pesquisa do Instituto Gallup mostra que apenas 24% dos funcionários aderem ao benefício e participam efetivamente. Qual é então o fator crucial para sustentabilidade dos programas? A resposta é simples, a camada de gerência da sua empresa.

As empresas devem fazer um trabalho direcionado a fechar as lacunas de conscientização e participação que prejudicam os programas de saúde no ambiente corporativo, é aí que os gerentes desempenham um papel vital. Os gestores estão posicionados de forma única para garantir que cada um dos funcionários conheça o programa de bem-estar da empresa, incentivar os membros da equipe a participar e criar responsabilidade pelos resultados.

A pesquisa do Instituo Gallup mostra um link claro entre o envolvimento e o bem-estar dos funcionários, com os gerentes servindo como um canal entre os dois. Os gerentes representam pelo menos 70% da variação da equipe no envolvimento dos funcionários.

De acordo ainda com esta informação, o cientista sênior Ron Goetzel, da renomada Universidade Johns Hopkins School of Public Health (EUA), cita alguns elementos primordiais para que um programa de bem-estar seja sustentável e alcance o sucesso:

1) Estabelecer uma cultura de saúde;

2) Ganhar em compromisso de liderança;

3) Estabelecer metas e expectativas específicas razoáveis;

4) Fornecer comunicações estratégicas;

5)Envolver os funcionários na concepção/implementação do programa;

6) Implementar intervenções de melhores práticas;

7) Rastreio e triagem efetivos;

8) Oferecer incentivos “inteligentes”;

9) Implementação efetiva; e

10) Medição e avaliação.

Um bom programa de qualidade de vida deve ser integrado às prioridades do negócio da organização, caso contrário corre o riso de não fazer sentido para liderança, e automaticamente estará vulnerável na sua sustentabilidade. A sugestão é que a missão, visão, e valores da empresa inspire a “razão de ser” do programa a ser desenvolvido.

Sendo os gestores uma ferramenta imprescindível para a criação e manutenção da cultura organizacional, durante a 17º Edição do Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida, que acontece de 20 a 22 de maio, no Instituto Sírio Libanês, em São Paulo (SP), serão apresentados temas avançados para auxiliar os profissionais do setor no processo de sustentabilidade de seus programas corporativos.

A ABQV acompanha de perto todas as tendências mundiais dos programas de qualidade de vida. Soluções inovadoras e sustentáveis que podem ser aplicadas dentro da qualidade de vida no trabalho, para gerar resultados mais eficazes nas ações de bem-estar, serão apresentadas ao público durante os três dias de Congresso.

Para saber mais sobre o Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida, acesse o site e confira todos os detalhes sobre a programação de palestras e cursos