Ron Goetzel: O Steve Jobs das avaliações de programas corporativos de qualidade de vida


Por ser um grande visionário, construir uma história de sucesso e ter auxiliado grandes corporações em programas de qualidade de vida, o PhD e cientista sênior Ron Goetzel, da renomada Universidade Johns Hopkins School of Public Health (EUA) é comparado com Steve Jobs do segmento. Com uma carreira de mais de 30 anos dedicados à pesquisa sobre avaliação de programas de promoção da saúde no ambiente de trabalho, Goetzel está entre os maiores nomes dos especialistas em programas corporativos de qualidade de vida no trabalho do mundo.

Iniciou sua carreira na década de 1980, na pequena cidade costeira de New Haven (EUA), realizando pesquisas para a Corporate Health Strategies. Logo se tornou diretor de análise de dados e avaliação da recém-formada empresa de promoção de saúde da J&J, chamada Johnson & Johnson Health Management. Com este brilhante início de carreira não foi sem motivos que se tornou ícone do setor. Durante sua trajetória, comprovou que, quando feito corretamente, os programas de bem-estar são efetivos para melhorar a saúde dos colaboradores. “Sem dúvida, ainda há muito espaço para crescer em termos de métodos analíticos avançados, e continuamos a evoluir em nossas análises”, afirma.

Para que as organizações possam medir o impacto do programa de qualidade de vida, o pesquisador sugere como primordial “realizar levantamentos anuais”. A estratégia de realizar perguntas simples como: Você fez melhorias para a sua saúde nos últimos 12 meses – o que o motivou a se tornar mais saudável?  Está ciente dos muitos programas de promoção da saúde que oferecemos? Pode auxiliar os gestores na coleta de dados úteis, honestos e estimulantes. “É fundamental criar uma cultura de empresa saudável, onde os trabalhadores se sintam valorizados”, declara.

Com o objetivo de ampliar a visão da saúde nas organizações no Brasil, o especialista irá apresentar durante a 17º Edição do Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida os principais avanços do setor como elementos essenciais no planejamento estratégico das organizações públicas e privadas. “Um maior engajamento no trabalho é outro produto secundário evidente de programas de bem-estar no local de trabalho. Os colaboradores precisam sentir que seu propósito e missão na vida se alinham com o propósito e a missão da empresa”, acrescenta o PhD.

A ABQV acompanha de perto todas as tendências mundiais dos programas de qualidade de vida. Soluções inovadoras e sustentáveis, que podem ser aplicadas dentro da qualidade de vida no trabalho, para gerar resultados mais eficazes nas ações de bem-estar serão apresentadas ao público durante os três dias de Congresso, que acontece de 20 a 22 de maio, no Instituto Sírio Libanês, em São Paulo.