Q&A – Congresso 2018

Pauta: Temas Centrais do Evento

Porta-Voz: Eduardo Bahia Santiago, Diretor Científico da ABQV e Coordenador Técnico do Congresso.


  1. Como o tema “Qualidade de Vida” é considerado pelas empresas na atualidade?

    EBS: A qualidade de vida nas organizações tem se tornado um fator influente no desempenho dos colaboradores, em relação aos grandes desafios que as pessoas enfrentam no seu trabalho cotidiano. Estamos um novo momento da nossa história e, as empresas, por buscarem atingir os melhores resultados nos seus negócios, precisam priorizar este entendimento tão específico e importante. O Congresso ABQV tem o foco educacional na área de Qualidade de Vida nas Organizações, de forma a promover ideias, assuntos e apresentar inovações. É por meio dos programas sustentáveis de qualidade de vida, que a organização integra e cuida do bem-estar de seus colaboradores e contribui para melhores resultados operacionais.

  2. A inclusão social ainda é um desafio enfrentado pelas empresas. Como este tema será abordado no Congresso?

    EBS: Podemos dizer que a inclusão social requer uma mudança cultural. Esta questão é um desafio que pode ser visto pelas empresas como uma grande oportunidade. Possuir uma política de gestão voltada para as pessoas com o objetivo de cultivar a diversidade, sem dúvida, é uma estratégia para ampliar a visão global e integrada da sociedade que a própria organização está inserida. Desta maneira, trataremos do tema “Desafios da Inclusão Social” no Congresso e o assunto será discutido com maior profundidade e detalhamento junto à comunidade científica, organizações e profissionais que atuam nesta área.

  3. Sobre a questão do “Empreendedorismo na Qualidade de Vida”, como os participantes do Congresso poderão se beneficiar deste tema?

    EBS: Sabemos que são as pessoas que fazem a diferença entre uma empresa e outra. O respeito, cuidado, preocupação e a abertura de canais de diálogo são essenciais. Reconhecer o trabalho e proporcionar aos colaboradores qualidade de vida vai refletir em diversos aspectos da saúde da empresa, inclusive no mercado. Vamos discutir práticas de estímulo à inovação, criação de novos projetos, sustentabilidade e mostrar o como algumas organizações empreenderam por colocar em prática as ações de mudança.

  4. Quando se fala em “Recursos Tecnológicos para Monitoração da Saúde”, como as empresas nacionais estão aderindo a este tipo de transformação?

    EBS: As novas tecnologias que estão surgindo na área da saúde e da medicina são muitas, porém, vamos considerar as mais significativas para o bem-estar dos colaboradores. Atualmente temos diversos recursos significativos e que tem feito toda a diferença na vida de pacientes em todo o país. Precisamos, definitivamente, estar prontos para nos aprofundar, cada vez mais, nas mudanças tecnológicas para o futuro da saúde dos colaboradores. A ABQV acompanha as tendências do setor que estarão em debate durante o Congresso, como: as inovações na gestão da saúde corporativa, bancos de dados, sistemas de monitoramento, diagnósticos, consultoria e entre outros. A tecnologia a serviço das pessoas.

  5. O aumento da expectativa de vida no Brasil é visto como um desafio, como as empresas podem se adaptar e se posicionar diante deste novo cenário?

    EBS: Com o envelhecimento mundial, acompanhado pela longevidade, as relações intergeracionais tornaram-se frequentes, possibilitando a transmissão de conhecimentos entre as várias gerações. Nesta seção abordaremos o tema “Envelhecimento e Encontros Intergeracionais”, indispensável e relevante para a harmonia social e econômica tanto das organizações como do país. A instabilidade econômica e mudança de valores nos obrigam a uma construção permanente de convicções, e novos significados existenciais. Queremos reforçar a importância da intergeracionalidade para o equilíbrio e a qualidade de vida das pessoas.

  6. As doenças mentais são uma das maiores causas e afastamento do trabalho. Como as organizações estão lidando com esta questão?

    EBS: Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), os transtornos mentais atingem cerca de 700 milhões de pessoas no mundo, representando 13% do total de todas as doenças. Falando da qualidade de vida no ambiente corporativo, sabemos que não é raro encontrar pessoas que, por uma condição de sua psicodinâmica interna, possuem a propensão a trabalhar em excesso e a divertir-se muito pouco. Sabemos hoje que tanto o trabalho, quanto a diversão em proporções satisfatórias são critérios para avaliar um funcionamento psíquico saudável.
    Na realidade, a organização do trabalho não objetiva criar doenças mentais específicas. O trabalho é fator de inclusão social, realização pessoal e satisfação. Atualmente, observa-se uma pressão constante contra a grande massa de trabalhadores existente em quase todo o mundo, exercida por organizações e expectativas pessoais dos próprios trabalhadores. Vamos dar abertura para análise das estratégias de enfretamento destas questões. Na apresentação “Saúde e Doença Mental”, vamos debater acerca dos programas de saúde corporativa, qualidade de vida e ações que possam auxiliar as organizações e seus gestores.

  7. O que levou a escolha do tema “Suicídio: reconhecendo a importância e como proceder diante da realidade” para o Congresso de Qualidade de Vida – AQBV deste ano?

    EBS: Sabemos que o tema é um problema mundial. Os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e Ministério da Saúde apontam que no Brasil, em média, 11 mil pessoas tiram a própria vida, por ano. O suicídio é a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. O Brasil está entre os países que assinou o Plano de Ação em Saúde Mental 2015-2020, lançado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), com objetivo de acompanhar o número anual de mortes e o desenvolvimento de programas de prevenção. Diante deste cenário, a lida com o suicídio exige de todos que atuam diretamente com a saúde corporativa, um olhar atento aos fatores de risco e aspectos relacionados à morte e ao desespero humano. O objetivo deste debate é oferecer possibilidades de instrumentalização às organizações e seus profissionais para uma situação de crise, fornecendo tanto reflexões como formas de prevenção.

  8. O evento também traz informações de “Como educar os filhos no mundo atual”?

    EBS: Sim. Os assuntos abordados para este tema são as principais questões de educação do mundo atual. As mudanças de paradigmas estão questionando princípios e valores antes ensinados na família, isso tem exigido dos pais vigilância e acompanhamento dos filhos. Muitos enfrentam dificuldades, por estarem cada vez mais absorvidos pelo trabalho e pela rotina moderna. Hoje, o pai e a mãe ocupam o mesmo lugar na família, com as mesmas responsabilidades e com a mesma importância na vida dos filhos. A maioria das mulheres de hoje trabalha fora e muitas também estudam, isso faz com que a divisão das tarefas domésticas e o cuidado com os filhos fiquem sob a responsabilidade tanto da mãe como do pai. Com a finalidade de reter talentos, aumentar a produtividade e o comprometimento, as organizações estão refletindo em como auxiliar seus colaboradores neste desafio.

  9. Qual a percepção dos administradores sobre a avaliação dos resultados das ações e programas de gestão de pessoas, com ênfase nas questões de Qualidade de Vida no Trabalho? Como é realizada a avaliação dos resultados de Gestão dos programas de Qualidade de Vida no Trabalho?

    EBS: A avaliação dos resultados de gestão de pessoas é hoje um dos temas mais desafiadores para esta área e que vem recebendo investimentos cada vez maiores. Nesse ambiente de transformações, a gestão de pessoas está relacionada à capacidade de formulação de políticas e programas que contemplem a qualidade de vida no trabalho, considerando uma visão do ser humano em múltiplas dimensões, inclusive organizacional. As empresas que possuem programas de qualidade de vida conseguem realizar mudanças e construir uma nova realidade de satisfação envolvendo funcionários, clientes e o desempenho financeiro da organização, porém existem aquelas que não possuem ou enfrentam desafios na sua gestão. Nosso objetivo é tanto apresentar inovações como avaliar os programas de qualidade de vida que tem promovido mudanças importantes neste cenário. Um dos temas centrais do Congresso vai abordar sobre este tópico, “Avaliação dos Programas de Qualidade de Vida. Como fazer e Novas Tendências”.


São Paulo, fevereiro de 2018.